segunda-feira, janeiro 16, 2006
A Táctica do Mini-bus
Jogo de elevado nível competitivo e intensidade marcou a disputa da 2ª jornada da II edição da Liga Betadine.
No bem tratado sintético do Rainha D. Amélia, e sob temperatura amena, as duas equipas proporcionaram um jogo memorável, onde as diferentes opções tácticas, resultaram num desafio empolgante que levou à exaustão todos os intervenientes, chegando mesmo a provocar lesões de esforço em alguns atletas.
Os capitães de equipa Marco Sousa e Cajó (devido à ausência forçada e de ultima hora do Ricardo Lineu) escolheram as seguintes equipas:
Equipa do Cajó, de coletes
Orlando, João Rodrigues, Quim Zé, Nuno Rafael, Ribeirinho, Cajó, Nuno Bento e João Leitão.
Equipa do Marco
Abilio, Miguel Oliveira, Marco, Pedro Monteiro, Nuno Silva, Pupu, Hélder João e Pedro Oliveira.
Não se podia pedir um inicio de jogo mais empolgante que o do passado Sábado.
Ainda não se esgotara o 1º minuto de jogo, e já a equipa do Cajó se colocava em vantagem no marcador, por intermédio do Nuno Rafael, a concluir uma jogada pelo lado esquerdo do ataque, apanhando todo o sector defensivo dos do Marco, guarda-redes incluído, sem a necessária adaptação ao ritmo de jogo.
(Ficaram no final da partida, as queixas do capitão Marco que mencionou o facto de o Abilio nem as luvas ainda ter calçadas, ao que replicou o guarda-redes contrário com o conselho de que as luvas se calçam no balneário!!!)
No entanto, não houve tempo para grandes comemorações, pois o Hélder João na sequência da marcação de um canto, gozando da total passividade na marcação e do guarda-redes Orlando, consegue de cabeça a igualdade.
Ao golo do empate, reagem quase de imediato os do Cajó, com o Ribeirinho a acorrer a uma recarga de um remate potente do Nuno Bento, que o Abilio sacode para a frente, fazendo de cabeça o 2-1.
Não ficariam por aqui os de colete, pois o capitão, lançado pela esquerda, à saída do Abilio, de ângulo reduzido, faz com classe o 3-1, a favor da sua equipa.
Pensou-se que esta vantagem daria margem de manobra aos de colete para gerir o jogo, mas o ritmo a que se jogava não permitia grandes relaxamentos, e o Nuno Bento, de forma displicente, ao não aliviar uma bola, perde-a para os seus adversários facilmente conseguirem reduzir para 3-2, para logo de seguida, o Pedro Monteiro conseguir o golo do empate, em recarga a uma bola enviada ao poste pelo Pupu.
O ritmo de jogo era alucinante, e adaptavam-se melhor os do Marco, que começavam a obrigar os seus adversários a recuar no terreno, o que mais se evidenciou após a lesão do Nuno Bento.
Com o resultado numa igualdade a três bolas, as despesas do jogo cabiam aos do Marco, respondendo sempre os do Cajó em perigosos contra-ataques, num dos quais resultou o 4-3, com o Quim Zé a entrar pela esquerda, iludindo o Abilio e entregando para o 2º golo do Nuno Rafael.
No entanto, uma vez mais os do Marco carregam em cima dos adversários, jogando no risco fixando o Hélder João e o Pupu na frente, com o Pedro Monteiro e o Nuno Silva a entrar, obrigando os do Cajó a fazer recuar sempre um dos médios para encostar na defesa.
E conseguem o empate na sequência de um remate fulminante do Pedro Monteiro, que à entrada da área não deu hipóteses de defesa ao Orlando.
Mais um empate no marcador, e a incerteza quanto ao vencedor a pairar no relvado.
As duas equipas adoptavam estilos de jogo bastantes diferentes, com os do Marco a optar pelo ataque continuado, possível pela maior posse e circulação de bola, criando muitas situações de golo, enquanto os do Cajó apostavam declaradamente no contra-ataque, a espreitar as brechas defensivas, para colocar a baliza adversária em perigo.
E foi na sequência de um mau passe adversário que os Cajó conseguem nova vantagem no marcador, com o Ribeirinho a finalizar mais um rápido contra-ataque da sua equipa.
Terá este golo marcado decisivamente a partida, pois com a vantagem no marcador, e contando ainda com as lesões do Miguel Oliveira e do Capitão Marco, os de colete conseguem ainda mais dois golos, colocando o resultado em 7-4, e jogando contra seis elementos, pensou-se que se assistiria a um avolumar do marcador, que só não aconteceu por manifesta infelicidade e alguma imperícia.
Mas não se ficaram por aqui os do Marco, que mesmo com menos um elemento, se reorganizaram e lançaram para cima dos seus adversários, conseguindo reduzir para 7-5, obrigando os do Cajó a lutar muito para conseguir manter o resultado inalterado até ao apito final.
Resultado final de 7-5 favorável à equipa do Cajó, que utilizando a “táctica do Mini-bus” , povoando a sua área com muitos elementos, e lançando contra-ataques fulminantes conseguiu levar de vencida a equipa do Marco, apostada numa táctica onde privilegiou o ataque continuado, e onde a maior posse de bola e oportunidades de golo não foram suficientes para vencer a partida.
Uma palavra final para todos os intervenientes, que se entregaram e proporcionaram um jogo com todos os ingredientes de um futebol de primeira: golos de belo efeito, oportunidades, muitos casos de difícil julgamento, intensidade, emoção, e incerteza no marcador até ao apito final.
O futebol agradece.
Momento do Jogo:
Num jogo deste nível, não faltaram momentos durante a partida que pudessem ser considerados como o “momento do jogo”, mas optamos por considerar o mais marcante, o bolo de aniversário com velas a rigor e o cantar de parabéns ao Orlando que os seus amigos lhe proporcionaram, na comemoração do seu 39º! Aniversário.
Para ele os votos de Parabéns e que conte muitos!
Até para a semana.
No bem tratado sintético do Rainha D. Amélia, e sob temperatura amena, as duas equipas proporcionaram um jogo memorável, onde as diferentes opções tácticas, resultaram num desafio empolgante que levou à exaustão todos os intervenientes, chegando mesmo a provocar lesões de esforço em alguns atletas.
Os capitães de equipa Marco Sousa e Cajó (devido à ausência forçada e de ultima hora do Ricardo Lineu) escolheram as seguintes equipas:
Equipa do Cajó, de coletes
Orlando, João Rodrigues, Quim Zé, Nuno Rafael, Ribeirinho, Cajó, Nuno Bento e João Leitão.
Equipa do Marco
Abilio, Miguel Oliveira, Marco, Pedro Monteiro, Nuno Silva, Pupu, Hélder João e Pedro Oliveira.
Não se podia pedir um inicio de jogo mais empolgante que o do passado Sábado.
Ainda não se esgotara o 1º minuto de jogo, e já a equipa do Cajó se colocava em vantagem no marcador, por intermédio do Nuno Rafael, a concluir uma jogada pelo lado esquerdo do ataque, apanhando todo o sector defensivo dos do Marco, guarda-redes incluído, sem a necessária adaptação ao ritmo de jogo.
(Ficaram no final da partida, as queixas do capitão Marco que mencionou o facto de o Abilio nem as luvas ainda ter calçadas, ao que replicou o guarda-redes contrário com o conselho de que as luvas se calçam no balneário!!!)
No entanto, não houve tempo para grandes comemorações, pois o Hélder João na sequência da marcação de um canto, gozando da total passividade na marcação e do guarda-redes Orlando, consegue de cabeça a igualdade.
Ao golo do empate, reagem quase de imediato os do Cajó, com o Ribeirinho a acorrer a uma recarga de um remate potente do Nuno Bento, que o Abilio sacode para a frente, fazendo de cabeça o 2-1.
Não ficariam por aqui os de colete, pois o capitão, lançado pela esquerda, à saída do Abilio, de ângulo reduzido, faz com classe o 3-1, a favor da sua equipa.
Pensou-se que esta vantagem daria margem de manobra aos de colete para gerir o jogo, mas o ritmo a que se jogava não permitia grandes relaxamentos, e o Nuno Bento, de forma displicente, ao não aliviar uma bola, perde-a para os seus adversários facilmente conseguirem reduzir para 3-2, para logo de seguida, o Pedro Monteiro conseguir o golo do empate, em recarga a uma bola enviada ao poste pelo Pupu.
O ritmo de jogo era alucinante, e adaptavam-se melhor os do Marco, que começavam a obrigar os seus adversários a recuar no terreno, o que mais se evidenciou após a lesão do Nuno Bento.
Com o resultado numa igualdade a três bolas, as despesas do jogo cabiam aos do Marco, respondendo sempre os do Cajó em perigosos contra-ataques, num dos quais resultou o 4-3, com o Quim Zé a entrar pela esquerda, iludindo o Abilio e entregando para o 2º golo do Nuno Rafael.
No entanto, uma vez mais os do Marco carregam em cima dos adversários, jogando no risco fixando o Hélder João e o Pupu na frente, com o Pedro Monteiro e o Nuno Silva a entrar, obrigando os do Cajó a fazer recuar sempre um dos médios para encostar na defesa.
E conseguem o empate na sequência de um remate fulminante do Pedro Monteiro, que à entrada da área não deu hipóteses de defesa ao Orlando.
Mais um empate no marcador, e a incerteza quanto ao vencedor a pairar no relvado.
As duas equipas adoptavam estilos de jogo bastantes diferentes, com os do Marco a optar pelo ataque continuado, possível pela maior posse e circulação de bola, criando muitas situações de golo, enquanto os do Cajó apostavam declaradamente no contra-ataque, a espreitar as brechas defensivas, para colocar a baliza adversária em perigo.
E foi na sequência de um mau passe adversário que os Cajó conseguem nova vantagem no marcador, com o Ribeirinho a finalizar mais um rápido contra-ataque da sua equipa.
Terá este golo marcado decisivamente a partida, pois com a vantagem no marcador, e contando ainda com as lesões do Miguel Oliveira e do Capitão Marco, os de colete conseguem ainda mais dois golos, colocando o resultado em 7-4, e jogando contra seis elementos, pensou-se que se assistiria a um avolumar do marcador, que só não aconteceu por manifesta infelicidade e alguma imperícia.
Mas não se ficaram por aqui os do Marco, que mesmo com menos um elemento, se reorganizaram e lançaram para cima dos seus adversários, conseguindo reduzir para 7-5, obrigando os do Cajó a lutar muito para conseguir manter o resultado inalterado até ao apito final.
Resultado final de 7-5 favorável à equipa do Cajó, que utilizando a “táctica do Mini-bus” , povoando a sua área com muitos elementos, e lançando contra-ataques fulminantes conseguiu levar de vencida a equipa do Marco, apostada numa táctica onde privilegiou o ataque continuado, e onde a maior posse de bola e oportunidades de golo não foram suficientes para vencer a partida.
Uma palavra final para todos os intervenientes, que se entregaram e proporcionaram um jogo com todos os ingredientes de um futebol de primeira: golos de belo efeito, oportunidades, muitos casos de difícil julgamento, intensidade, emoção, e incerteza no marcador até ao apito final.
O futebol agradece.
Momento do Jogo:
Num jogo deste nível, não faltaram momentos durante a partida que pudessem ser considerados como o “momento do jogo”, mas optamos por considerar o mais marcante, o bolo de aniversário com velas a rigor e o cantar de parabéns ao Orlando que os seus amigos lhe proporcionaram, na comemoração do seu 39º! Aniversário.
Para ele os votos de Parabéns e que conte muitos!
Até para a semana.
Comments:
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Curiosidades que as duas primeiras jornadas desvendam:
Os ultimos classificados da época transacta (João Leitão e Orlando) lideram a II edição, com 2 vitórias, tendo o Orlando já uma eleição de MOM.
Sortes distintas para os primeiros classificados da anterior época.
O campeão Helder joão, inicia a II edição com duas derrotas.
Lineu, vice-campeão, está com 0 pontos (uma partida disputada).
Bruno, que lutou pelo titulo até à derradeira jornada, encontra-se igualmente com 0 pontos (disputou uma partida).
Apenas o Ribeirinho mantém o nivel evidenciado na I edição, estando neste momento no grupo dos 1ºs classificados com 6 pontos, resultado de 2 vitórias em outras tantas partidas.
O Quim Zé ganhou um jogo.
O numero de atletas para esta edição está a superar largamente o anterior, contando sempre com muitos convocados para os jogos.
O inverno e as lesões poderão alterar este cenário.
Começam a destacar-se já alguns dos pretendentes à taça.
Disputadas 2 jornadas, o departamento médico conta já com 3 clientes, um deles (Miguel Oliveira) com prognóstico reservado afastado por tempo indeterminado, e os restantes (Marco Sousa e Nuno Bento) em duvida para a próxima jornada.
Os ultimos classificados da época transacta (João Leitão e Orlando) lideram a II edição, com 2 vitórias, tendo o Orlando já uma eleição de MOM.
Sortes distintas para os primeiros classificados da anterior época.
O campeão Helder joão, inicia a II edição com duas derrotas.
Lineu, vice-campeão, está com 0 pontos (uma partida disputada).
Bruno, que lutou pelo titulo até à derradeira jornada, encontra-se igualmente com 0 pontos (disputou uma partida).
Apenas o Ribeirinho mantém o nivel evidenciado na I edição, estando neste momento no grupo dos 1ºs classificados com 6 pontos, resultado de 2 vitórias em outras tantas partidas.
O Quim Zé ganhou um jogo.
O numero de atletas para esta edição está a superar largamente o anterior, contando sempre com muitos convocados para os jogos.
O inverno e as lesões poderão alterar este cenário.
Começam a destacar-se já alguns dos pretendentes à taça.
Disputadas 2 jornadas, o departamento médico conta já com 3 clientes, um deles (Miguel Oliveira) com prognóstico reservado afastado por tempo indeterminado, e os restantes (Marco Sousa e Nuno Bento) em duvida para a próxima jornada.
Agora chama-lhe "mini-bus"... Autocarro de dois andares...
Golos de belo efeito na equipa do Marco... Na equipa do Cajo houve foi belas defesas do Orletto...
Lanterna Vermelha!!!
Golos de belo efeito na equipa do Marco... Na equipa do Cajo houve foi belas defesas do Orletto...
Lanterna Vermelha!!!
Há dois jogos que se assiste à táctica do autocarro...
Neste foi um mini-bus, comparado com o da semana passada, esse sim, de dois andares e sobre-lotado.
De resto, no Sábado a arma do contra-ataque foi exímia, e tivemos a arte de saber sair e criar perigo.
Neste foi um mini-bus, comparado com o da semana passada, esse sim, de dois andares e sobre-lotado.
De resto, no Sábado a arma do contra-ataque foi exímia, e tivemos a arte de saber sair e criar perigo.
Temo que a nossa liga descambe para a qualidade, de jogo,que todas as semanas é apresentada pelos clubes da outra liga. Se para evitar o "catenacio", já evoluimos abolindo a lei do fora de jogo (dando uma lição ao international board), espero que não seja necessário tomarmos medidas mais drásticas para combater o futebol que alguns apresentam, extremamente defensivo e anti-espetáculo.
É pena ver que o critério apresentado, em relação ao jogo de Sábado, p'lo nosso incorruptível e nada influenciável Regista, não tenha nada a ver com o já aqui tão badalado "joguei bem pq cumpri objectivo, ou joguei bem pq dominei".
Caro Régis, que tens a dizer sobre isto???
Caro Régis, que tens a dizer sobre isto???
Estao a esquecer-se que este "mini-bus" tem motor Ferrari, e arranca facilmente em direcção à baliza adversaria. É ver os Wolksvagens pesadões estacionados lá na frente, sem conseguirem fazer inversão de marcha para ir atrás dos "mini-bus". Chegam a ser 4 à procura de estacionamento, ou a tentar fazer inversão de marcha....
Do Grupo Luis Simões informa-se:
Descrição do serviço prestado
- Afectação de viatura a um cliente que a utilizará de acordo com as suas necessidades;
- Esta afectação dá resposta a necessidades regulares e pontuais dos clientes
- Serviços para qualquer local
- Disponibilidade de viatura com condutor
Tipologia de Viaturas
Semi-reboques, Jumbos ou Mega-Trailers de diversas dimensões;
Viaturas equipadas com duplo-deck rebatível;
Caixas de cortinas, isotérmicas ou frigoríficas;
Frota com idade média de 2,5 anos.
Pessoal, acho que está aqui a chave para o sucesso. Defendamos o que é nacional e a Luis Simões é um icone das empresas de prestigio, porque não fazer uma parceria estratégica?
julgo que o sucesso estaria garantido.
Saúde!
Descrição do serviço prestado
- Afectação de viatura a um cliente que a utilizará de acordo com as suas necessidades;
- Esta afectação dá resposta a necessidades regulares e pontuais dos clientes
- Serviços para qualquer local
- Disponibilidade de viatura com condutor
Tipologia de Viaturas
Semi-reboques, Jumbos ou Mega-Trailers de diversas dimensões;
Viaturas equipadas com duplo-deck rebatível;
Caixas de cortinas, isotérmicas ou frigoríficas;
Frota com idade média de 2,5 anos.
Pessoal, acho que está aqui a chave para o sucesso. Defendamos o que é nacional e a Luis Simões é um icone das empresas de prestigio, porque não fazer uma parceria estratégica?
julgo que o sucesso estaria garantido.
Saúde!
O pessoal anda distraído, não há minibus, nem tratores, nem semi-reboques, há sim capacidade de defender bem e atacar com clarividência. Dar por vezes a iniciativa de jogo ao adversário é uma estratégia e não um sinal de incapacidade. Um exemplo disso foi o quinto golo da equipa do Cajó, que os TGVS : Quim e Ribeiro, passaram a uma velocidade estonteante por os Fiat Panda empandeirados.:):):):). Um abrço RIBEIRO
O mourinho tem a vantagem de falar melhor inglês do que Eu, de futebol está a léguas...um abraço RIBEIRO
Fonix... grande ribeirinho... com esta tenho que me calar... Sábado jogas na minha equipa... Grande Abraço para ti e para o puto maravilha!!!
Olha mais um convertido...
Essa de dizer muitas vezes uma coisa (TGV) e não passar de outra (Semi-reboque com rodado em muito mau estado estacionado ao longo de toda a linha de fundo do lado das arvores), faz sempre uns desprevenidos cairem...
Um dia há-de vencer o futebol e não a demagogia!
se calhar é por estarmos em campanha eleitoral...
Essa de dizer muitas vezes uma coisa (TGV) e não passar de outra (Semi-reboque com rodado em muito mau estado estacionado ao longo de toda a linha de fundo do lado das arvores), faz sempre uns desprevenidos cairem...
Um dia há-de vencer o futebol e não a demagogia!
se calhar é por estarmos em campanha eleitoral...
A conversa de 6ª feira não podia ser, evidentemente sobre futebol de ataque, porque esse foi "chão que deu uvas":
“Enquanto jogador, actuei como lateral esquerdo. Num jogo importante que vencíamos por 1-0, eu, que era o capitão, perante as dificuldades que estávamos a sentir, resolvi, em pleno campo, mudar o sistema WM em que jogávamos. Coloquei-me atrás da defesa, á frente do guarda redes e disse a um médio para fazer o meu lugar no flanco. Quando mais tarde me tornei treinador da mesma equipa lembrei-me daquela experiência e passei a adoptar o sistema nos jogos mais difíceis. Os meus jogadores chamavam-lhe o sistema-cimento, porque o posto de líbero garantia um defesa quase impenetrável.”
Helenio Herrera
(1916-1997)
Por toda a Itália soaram as vozes de desagrado por este triunfo táctico, que, no fundo, se limitava a tirar uma unidade ao ataque para a acrescentar na defesa. A génese ofensiva do futebol estava ameaçada. Um sistema defensivo era utilizado não apenas como um meio para não perder, mas sobretudo como uma arma para vencer. No entanto, apesar das criticas estilísticas, o Cattenacio criara raízes e desde esse tempo, até hoje, colou-se ao futebol italiano como sua imagem de marca.
A Inter de Herrera
Nas paredes do vestiário, Herrera tinha escrito: classe + preparação atlética + inteligência = Scudetto.
Uma fórmula vencedora materializada no campo por uma promessa que fora buscar ás camadas jovens: Sandro Mazzola, tinha ainda Suarez, o nº10 espanhol, os médios Corso e Bedin, e Jair, que descobrira no Chile, vendo um treino do selecção canarinha
“O papel dos médios era sobretudo o de anular os movimentos do meio campo contrário, povoando o miolo do terreno, para onde, silenciosamente, se incrustava um dos extremos, mas sempre preparado para, quando os adversários adormeciam, avançar em grande velocidade no contra ataque. Esse homem era Jair” recorda Suarez.
O grande suporte do onze estava, no entanto, na defesa alicerçada em torno de Picchi, com Burgnich e Facchetti como laterais ofensivos, Guarneri, central de marcação, e Tagnin, “trinco”.
O ultimo conselho futebolístico que deu ao presidente do Inter, Massimo Moratti, filho do homem que o contratara há meio século atrás, foi a aquisição de Suker, que então considerava o melhor avançado dos anos 90, antes de este se mudar de Sevilha para Madrid. Nunca foi um admirador de Baggio: “Não o queria numa equipa minha. Quando é em marcado por um adversário deixa de existir. Os meus preferidos são Vialli e Ravanelli”.
Saúde!
“Enquanto jogador, actuei como lateral esquerdo. Num jogo importante que vencíamos por 1-0, eu, que era o capitão, perante as dificuldades que estávamos a sentir, resolvi, em pleno campo, mudar o sistema WM em que jogávamos. Coloquei-me atrás da defesa, á frente do guarda redes e disse a um médio para fazer o meu lugar no flanco. Quando mais tarde me tornei treinador da mesma equipa lembrei-me daquela experiência e passei a adoptar o sistema nos jogos mais difíceis. Os meus jogadores chamavam-lhe o sistema-cimento, porque o posto de líbero garantia um defesa quase impenetrável.”
Helenio Herrera
(1916-1997)
Por toda a Itália soaram as vozes de desagrado por este triunfo táctico, que, no fundo, se limitava a tirar uma unidade ao ataque para a acrescentar na defesa. A génese ofensiva do futebol estava ameaçada. Um sistema defensivo era utilizado não apenas como um meio para não perder, mas sobretudo como uma arma para vencer. No entanto, apesar das criticas estilísticas, o Cattenacio criara raízes e desde esse tempo, até hoje, colou-se ao futebol italiano como sua imagem de marca.
A Inter de Herrera
Nas paredes do vestiário, Herrera tinha escrito: classe + preparação atlética + inteligência = Scudetto.
Uma fórmula vencedora materializada no campo por uma promessa que fora buscar ás camadas jovens: Sandro Mazzola, tinha ainda Suarez, o nº10 espanhol, os médios Corso e Bedin, e Jair, que descobrira no Chile, vendo um treino do selecção canarinha
“O papel dos médios era sobretudo o de anular os movimentos do meio campo contrário, povoando o miolo do terreno, para onde, silenciosamente, se incrustava um dos extremos, mas sempre preparado para, quando os adversários adormeciam, avançar em grande velocidade no contra ataque. Esse homem era Jair” recorda Suarez.
O grande suporte do onze estava, no entanto, na defesa alicerçada em torno de Picchi, com Burgnich e Facchetti como laterais ofensivos, Guarneri, central de marcação, e Tagnin, “trinco”.
O ultimo conselho futebolístico que deu ao presidente do Inter, Massimo Moratti, filho do homem que o contratara há meio século atrás, foi a aquisição de Suker, que então considerava o melhor avançado dos anos 90, antes de este se mudar de Sevilha para Madrid. Nunca foi um admirador de Baggio: “Não o queria numa equipa minha. Quando é em marcado por um adversário deixa de existir. Os meus preferidos são Vialli e Ravanelli”.
Saúde!
Pronto, Pronto,...
Escrevam lá que o homem até sabe que a bola é redonda e pode ser que se limite a fazer "copy"/"paste" de uns artigos relacionados com a história do futebol.
Escrevam lá que o homem até sabe que a bola é redonda e pode ser que se limite a fazer "copy"/"paste" de uns artigos relacionados com a história do futebol.
Muito bem a referencia ao catennacio.
No entanto importa estabelecer as diferenças práticas que isto encerra.
1º Não há duvida que é mais eficaz e produz melhores resultados competitivos
2º Torna-se uma "seca" para o espectador e pode "matar" a beleza do futebol.
Logicamente que existe sempre alguém a falar na beleza do sistema defensivo e na sua arte, mas convenhamos que é sempre mais bonito ver um jogo aberto e com muitas oportunidades, que ver jogar a selecção italina...
Para quando ver no Calcio o estilo holandes?
No entanto importa estabelecer as diferenças práticas que isto encerra.
1º Não há duvida que é mais eficaz e produz melhores resultados competitivos
2º Torna-se uma "seca" para o espectador e pode "matar" a beleza do futebol.
Logicamente que existe sempre alguém a falar na beleza do sistema defensivo e na sua arte, mas convenhamos que é sempre mais bonito ver um jogo aberto e com muitas oportunidades, que ver jogar a selecção italina...
Para quando ver no Calcio o estilo holandes?
Convocados para a 3ª jornada
Orlando
Cajó
João Leitão
Ribeirinho
Pupu
Nuno Rafael
Lineu
Quim Zé
Bruno
Nuno Coelho
Helder João
Nuno Silva
Pedro Oliveira
Jaime
Capitães
Nuno Rafael
Pedro Oliveira
até lá
Orlando
Cajó
João Leitão
Ribeirinho
Pupu
Nuno Rafael
Lineu
Quim Zé
Bruno
Nuno Coelho
Helder João
Nuno Silva
Pedro Oliveira
Jaime
Capitães
Nuno Rafael
Pedro Oliveira
até lá
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